domingo, 27 de julho de 2008
Folkizinho Cute-Cute
I never wanted to be better than my friends
I just wanted to prove wrong the people in my head
the ones who told me I'd be better of dead
the ones who told me that I would never win
when I delivered newspapers they said I was too slow
when I was a barista they said I made lousy foam
when I worked in retail they said I was a slob
much too dumb for school and much too lazy for a job
So I rode my bike like lightning
and I made cappuccinos that would make the angels sing
took two showers a day and I dressed up like a princess
shook my fist in my own face and said I'll show you who's the best
I wrote the kinds of papers teachers hang up on their walls
I was employee of the month at seven different shopping malls
and one time playing football I pulled the tendons in my leg
to prove that I was tough I hopped on one foot
and finished up the game
I thought if I succeeded I'd be happy and they'd go away
but first thing in the morning I'd still wake up and I'd hear them say
\"you're fat, ugly, and stupid, you should really be ashamed.
no one will ever like you, you're not good at anything\"
And sometimes I'd rise to the challenge
but other times I'd feel so bad that I could not get out of bed
and on the days I stayed in bed I sang and sang and sang
about how crappy I felt not realizing how many other people would relate
Now people send me emails that say thanks for saying the things they didn't know how to say
and the people in my head still visit me sometimes
and they bring all of their friends but I don't mind
I play my guitar like lightning
When I sing I like it when you sing too loud and clear
different voices different tones all sayin' \"yeah, we're not alone\"
I got good at feeling bad and that's why I'm still here
I got good at feeling bad and that's why I'm still here
I got good at feeling bad and that's why I'm still here
Eu não achei Juno brilhante. Mas achei o máximo a sacada de reviver o folk de uma forma muito fofinha e bonitinha e cute-cute.
E como exemplo aí está uma música da Kimya Dawson, música essa que segue a tradição folk: desafinada, e contanto uma história longa e inteira, com milhões de palavras descompassadas no mesmo verso.
Além do que, aprecio qualquer cançãozinha loser. Ainda mais se a letra decifrar exatamente o que acontece na minha cabeça 'auto-desconfiante', cheia de pessoinhas me pondo pra baixo mesmo quando faço as coisas certas.
Só me resta dizer:
"Obrigada, Kimya! Obrigada por dizer coisas que eu não sabia como dizer! yeah, nós não estamos sozinhos!Pro inferno com as pessoas em minha cabeça dizendo que sou uma loser!Fiquei boa em me sentir mal, e é por isso que ainda estou aqui!"
sábado, 21 de junho de 2008
A Ignorância.
Milan Kundera e seu romance 'A Ignorância' me fizeram questionar um pouco esse preconceito contra a palavra. E de fato, mesmo assumindo talvez ser a última a perceber, eu ignorava por força do hábito a complexidade dela.
A história segue a mesma linha dos livros do Milan. Disseca relacionamentos, fala de idas, voltas e discute exaustivamente a saudade e a nostalgia. Define nostalgia como "o sofrimento causado pelo desejo irrealizado de voltar" e a saudade como ignorância. Ignorância é a falta de conhecimento, sabedoria sobre determinado tema. E é exatamente essa falta de alguém, de algum lugar, ou de alguma coisa que nos dá saudade.
Lindo isso, não?
Mas meu entendimento tardio de 'ignorância' não se limita a essa recente simpatia pelo termo antes tão repugnante. E nem um livro tão complexo daquele, se limitou a me propor questionamentos dicionáricos.
O livro é focado no retorno. retorno de dois personagens-Irena e Josef- a República Tcheca depois de mais de vinte anos de exílio político no estrangeiro.
Deixando um pouco de lado os lindos questionamentos sobre passado, presente e futuro ( e também a inúmeras frases marcantes sobre esses assuntos), o que mais me tocou na história foi a dificuldade da volta. O quanto os personagens não conseguiram de forma alguma se re-adaptar a terra natal. Quer dizer..na verdade, o que me tocou mesmo e me deixou com um sentimento de identificação foi o porquê os personagens não se daptaram.
Irena, por exemplo: viu suas experiências, hábitos e novo estilo de vida ignorados por suas amigas. Símbolo disso foi quando seu vinho não-sei-das-quantas foi rejeitado, trocado pela boa e velha cerveja. Ato babaca e clichèzinho pra mostrar 'Hey!Nós, pelo menos, continuamos as mesmas'. E pra piorar, durante toda a noite, complementando o pouco caso que suas amigas fazem pela pessoa diferente que ela havia se tornado, elas desconversam, ignoram, não ligam para os vinte anos de histórias que Irena tinha pra contar.
Com Josef –que havia enterrado a mulher recentemente -a situação foi um pouco diferente, mas volta ainda no mesmo problema da ignorância de quem fica(ou vai,acho que não importa).Ainda elaborando o luto, ele se viu num lugar onde ninguém se interessava por sua mulher, ninguém perguntava por ela e nem a conhecia. Era como se ela nunca tivesse existido, e de fato ela nunca existiu ali. Acredito que quando a gente ama, apagar alguém da memória definitivamente não é a melhor maneira de lidar com a morte.
Bem...é mais ou menos aí que mora minha auto-identificação com o livro. Não que eu queira comparar meus quase um ano e meio(voltando de quatro em quatro meses) fora pra estudar com mais de vinte anos de exílio político.
Mas é que sei lá, perdi as contas das vezes em que ao reencontrar amigos escuto algo do tipo “Mas você já voltou?” ou um simples e seco “e é legal lá?” e “não querendo te mandar embora, mas quando você volta pra lá de novo?”.
Nada de errado com essas frases fúteizinhas-educadas, o problema é que as pessoas tem um certo dom pra IGNORAR as outras. Ignorar que aconteceu muita coisa nesse tempo que fiquei fora. Ignorar que possivelmente eu estou mudada por conta dessa experiência, que vejo as coisas diferente, penso diferente, sinto diferente. Ignorar que talvez eu esteja cansada de responder sempre as mesmas perguntas, mas que existem assuntos que eu adoraria falar sobre. Ignorar até mesmo que eu ignoro totalmente o que aconteceu com quem ficou, e que talvez eu esteja interessada no que eu ignoro. E quando isso acontece, assim como Irena e Josef, eu sinto que uma parte de minha vida foi arrancada. Como se o tempo passado longe não importasse, não existisse agora que estou de volta.
A verdade é que um dos grandes problemas dos relacionamentos humanos é que temos a tendência a ignorar tudo aquilo que a pessoa viveu sem a gente. Ignoramos, e ignoramos por querer! Por defesa de nossa auto-estima, ou simplesmente para ficarmos ao lado de nossa escolha (que quem vai e quem fica geralmente fazem escolhas diferentes) . Mas o fato é que com isso vamos ignorando muita coisa importante, as vezes chegando ao ponto de nos distanciarmos tanto, que não existe mais volta.
Pra consolar...No caso de Irena, tinha uma amiga (amiga mesmo) pra tomar o vinho com ela, conversando sobre coisas significativas. No de Josef, a inexistência de sua mulher em sua terra natal foi insuportável. E ele voltou pra casa (exterior) o mais rápido possível.
No meu caso, tenho pessoas que não ignoram minha vida mesmo quando estou a milhares de quilômetros de distancia. (e como isso ajuda!)
Acho que as coisas sempre se acertam, e uma certa dose de ignorância é saudável. O segredo é deixar o futuro fluir...mas sem ignorar aquilo(ou aqueles) que queremos saber.
Ahhhhh! Sobre minha descoberta dicionárica!!! O problema com a palavra ‘ignorância’ não é a falta de conhecimento sobre o tema, mas sim o fato de que quando usamos a palavra nos referimos a falta de conhecimento proposital.
Ignorante não é quem não sabe, mas quem não quer saber!Por isso que a palavra sooa tão nojenta.
Não sei porque, mas tenho a impressão de que fui muito ignorante sobre a ignorância até agora.
sábado, 26 de abril de 2008
The boy done wrong again.
Hang your head in shame and cry your life away
The boy done wrong again
Hang your head in shame and cry your life away
Are you ok now?
Are you ok now?
On saturday you were an angel shining fair
You shone louder, longer
You put my shine to shame
Put me to shame now
Put me to shame
What is it I must do to pay for all my crimes?
What is it I must do?
I would do it all the time
All I wanted was to sing the saddest songs
If somebody sings along I will be happy now
The woodland spring will put the darkness from your thinking
If this town's your sinking ship
Then you know where to jump
Talking dirty, for a hobby it's fine
So pour another glass of wine
I'll think of england this time
All I wanted was to sing the saddest songs
If somebody sings along I will be happy now
Sempre me recusei a pensar que todos os homens são canalhas babacas que só pensam em sexo. mas diante das circunstancias, fica difícil pensar diferente.
Primeio foi o namorado da minha roommate contando segredos intimos dela pros amigos mexicanos. Depois o Bob partindo o coração da Tila Tequila. E agora o namorado da minha outra roommate foi pego no flagra, com fotos da melhor amiga dela semi nua no computador.
Decepcionante!
Pior que isso, me deixa até aliviada por ser tão exigente e fria e difícil. Pelo menos não tenho que lidar com crianças grandes que destroem relacionamentos sérios por motivos babacas.
***
Study mode this week.
domingo, 6 de abril de 2008
Frases bobinhas.
Não tão surpreendentemente achei várias dessas frases nas músicas da Adriana Calcanhoto.
"Eu quero acordar sua família"
"Eu quero roubar no seu jogo"
"Eu já arranhei os seus discos"
"Cores que eu não sei o nome, cores de Almodovar.."
"Eu presto muita atenção no que o meu irmão ouve"
"Ah, eu quero chegar antes"
"Divertindo gente, chorando ao telefone"
"Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle"
"Eu gosto de opostos"
"Eu canto, para quem...?"
"porque eu, meu amor, acho graça atém mesmo em clichès"
"Adoro esse olhar blasè, que não só já viu quase tudo, mas acha tudo tão deja vu mesmo antes de ver"
"só proponho aumentar seu tédio"
"Em vez de qualquer algo forte pede água Perrier"
"Adoro sei lá porque"
domingo, 9 de março de 2008
Paranoid Park Versus reality shows.
Mas Paranoid Park nem chegou a me deixar dividida. Não sei se tenho esse direito, mas diria que finalmente o diretor atingiu sua maturidade artística quando se tratando de obras paradas, com ângulos esquisitos e trilha sonora ativamente participativa.
E grande parte dessa 'maturidade' vem do bom desenvolvimento do roteiro que funciona magestralmente desconstruindo a história e se afastando dos fatos principais pra nos permitir entender o que realmente estava acontecendo.
O filme conta a história de Alex, um menino Skatista que acidentalmente, numa brincadeira inconsequente, mata um homem. E não preciso nem dizer que o filme não tem começo, e nem fim. E que nada acontece...
Uma hora e vinte e poucos minutos do desespero, ou melhor, de apatia. E sim...a gente sente na pele o sofrimento de Alex, que de tão grande faz tudo ao seu redor parecer sem importância. E é aí que os exageros cult-forçados de Gus funcionam. Nos mostrando através de closes embaçados, e de músicas mais altas que os diálogos quão longe de sua própria vida Alex está.
Poderia até dizer que o excesso de slow motion, e uso de diferentes tipos de camera são um ponto fraco no filme...mas teria que me redimir e dizer que a música Angeles, do Elliott Smith, usada não para embalar, mas sim para comentar uma das cenas....é de arrepiar.
***
Antes mesmo de assistir Paranoid estava pensando no quanto a sociedade americana(e acho que deveria me incluir nessa) é obcecada por Reality Shows-America's next top model, Girlicious, Project Runnaway, Big Brother, America's best crew, American Idol, shot at love, made..só citando os que eu assisto-que mostram a vida de uma forma intensa, rápida e cheio de julgamentos e psicologias baratas.
Tá...A sábia Grace já disse uns 3 anos atrás em Once and Again que "a televisão só serve pra jogar na nossa cara aquilo que nunca poderemos ser"..
Mas mesmo sabendo o motivo dessa inversão de nomes e valores não consigo parar de pensar em como a vida corre tão 'slow' e é mostrada tão de perto em alguns filmes enquanto ela é vista tão 'speed up', longe e artificial nos reality shows.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Sotaques.
O suficiente pra alguém desinformado sobre o filme -eu- pensar: "What the Fuck??".
Felizmente essa primeira cena foi apenas o auge de muitas 'piadas' ácidas sobre o governo americano. E a cada cena que passava, mais eu me surpreendia rindo e apreciando uma das mais bem escritas críticas a sociedade americana e sua política (assim como a politica partidária em todo o mundo) sem ética.
Sem contar que juro ter ouvido umas duas vezes a frase : "let's kill some communists!". Humor negro de primeira! ahahahah.
ÓTIMO!ÁCIDO!CÍNICO! são as perfeitas palavras pra definir esse filme IMPERDÍVEL.
Ah...e tem também o final ultra real/conformista que posso usar para confirmar minha teoria de que política é para os corruptos, que embora uns filhos da puta, as vezes tem boas intenções.
***
E falando em teoria, Charlie Wilson's War também comprova minha teoria de que Julia Roberts é a pior atriz do mundo. A tentativa dela de fazer um sotaque sulista é constrangedora, e sua má atuação por pouco não estraga o filme todo. NOJENTO!
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E falando em sotaques, e só pra causar mais polêmica....
Fontes fidedignas me confidenciaram que o povo da Inglaterra tira mó sarro da Natalie Portman, e seu 'sotaque britânico' em V de vingança.
Ahahahahahahah. Achei ótimo!
***
-Tamiris Diversita- Chama Agata com seu sotaque típico do leste Europeu, que pronuncia o 'R' de um jeito super bonitinho.
-Yeah?- respondi com os olhos ainda fixos em meu computador, sabendo que vinha inutilidade.
-What band are you listening to...?
-Sonic Youth.
-Hum...-completa ela calmamente- I didn't wanna say anything, But it's pretty irritating!
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Além de Sonic Youth, me apaixonei por Moldy Peaches...tudo culpa daquele filminho pseudo-indie Juno.
Mas Moldy Peaches oferece um post-rock-folk bem LoFi com vocais desafinados e letras excentricas que corresponde a todas as minhas exigencias.
"Without 40 ounces of social skills
I'm just an ass in the crack of humanity.
I'm just a huge manitee.
A huge manitee."
NOTHING CAME OUT-MOLDY PEACHES
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Hype Alternativo.
E com o coração decepcionado comecei a ler a matéria inteira..e não é que rapidamente tive que torcer meu braço, e mudar de opinião sobre o nova atividade da moça??
Acabou que as músicas do cd dela são todas composições do TOM WAITS!!!! E que os guitarristas que a ajudaram a gravar o cd são NICK ZINNER, e DAVID SITEK, membros do YEAH YEAH YEAHS e do TV ON THE RADIO respectivamente!!!! E como isso já não bastasse pra me deixar quase que curiosa sobre cd, fiquei sabendo que ano passado ela fez uma aparição surpresa no COACHELLA e cantou umas músicas com o THE JESUS AND MARY CHAIN!
Pois é, de primeira "pseudo-intelectual-que-entende-de-mainstream" a jogar pedra, passei a ser fã número 1 da cantora Scarlett Johansson... e já estou até procurando o álbum na net.
Sei que sooa meio ridículo, mas a verdade é que quando a gente vê muito nome 'cult' junto, a gente para de questionar e aceita qualquer coisa.
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EU ODEIO TÊNIS!
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Minha nova mania serialística é o já velho 'My So Called Life'. Que não sai do básico adolescente normal encarando a vida difícil de uma estudante HighSchool. E que assim como outras séries recheadas de acontecimentos realistas e diálogos inrealistas, mas faz chorar em todo final de episódio.
O episódio de hoje foi sobre a figura paterna, e eu teria que escrever uma redação de 10 páginas pra falar sobre todas as situações abordadas nele. Em vez disso prefiro anotar aqui uma frase, pra me lembrar de usar de consolo, caso algum amigo esteja sofrendo com as brigas entre os pais separados:
"Não importa se seu pai está traindo sua mãe com uma garotinha de vinte e poucos anos, o que importa é que ele é o tipo de pai que te dá ingressos pro show do Greatful Dead"
E par terminar com chave de ouro, a adolescente Angela explica que não curte rock clássico antigão...mas que gosta de SMASHING PUMPKINS, and PORNO FOR PYROS!
PORNO FOR PYROS!eu achei que fosse a única pessoa no mundo a conhecer essa banda!