terça-feira, 1 de março de 2011

Top 10 Break Up Songs

Música é de fato a melhor terapia. Não sei se porque algumas parecem falar pela gente, botando em palavras pensamentos que nunca conseguiríamos racionalizar, ou se porque, como toda arte, algumas delas retratam situações idealizadas, cheias de exageros que nos dão a sensação de que as coisas não são tão ruins e poderiam ser piores. Talvez os dois, talvez dependa da música. Mas uma coisa é certa; Não há nada que não possa ser superado com uma perfeita setlist.

Vamos apenas dizer que não tive um dia muito bom, e portanto, musiquinhas cute romantiquinhas realmente não estavam soando bem essa tarde. Então, pra curar a dor dessa vida cruel, fiz uma seleção de músicas ideais para um momento Break Up. Músicas que captam perfeitamente aquele momento de ruptura do relacionamento de duas pessoas, coisas, sonhos, objetivos... Não estou falando de músicas sobre amor, nem de músicas sobre ódio, e muito menos de músicas de paixões não respondidas, mas sim de músicas descrevendo os sentimentos, a confusão, e o vazio que acompanham... o fim.

So here is my Top Ten Break Up Songs of All Times:

1) DON’T SPEAK- NO DOUBT
Primeiro já me defendo enfatizando a importância que a banda tem pra mim- primeiro CD que Comprei/ganhei na era moderna da minha vida musical. Depois apelo pra história por trás da música: Gwen termina com o namorado, que também é melhor amigo e baixista de sua banda. Sem medo de esconder sua Heartbrokeness, ela faz uma música sobre e com o cara, e ainda grava um clipe com ele. Isso é atitude Rock Star, meus caros. Sem contar que a música é fodona, daquelas que agradam absolutamente todo tipo de público. E ao ouvi-la, dá uma vontade louca de arrancar o coração pra fora e estourar os pulmões cantando aqueles versos diretos e melodioso sobre...o fim.

2) I’M WALKING UP TO US- BELLE AND SEBASTIAN
Já te falei que B&S é minha banda preferida? E oh well...é por músicas como essa que o grupo tem tanta influência na minha vida. “I need someone to take some joy in something I do, you need a man who is either rich or losing a screw”. Uma perfeita demonstração de raiva extrema quando o cara percebe que foi usado intelectual e emocionalmente pela namorada. “But luck for you, you are not around...”

3) FOR NO ONE-THE BEATLES
Já faz um tempo que essa tem sido minha música preferida dos Beatles. Lindona e madura, a música consegue retratar de forma digna a visão de um cara que não aceita o fato de que a namorada não gosta mais dele. “Your day breaks, your mind aches...” Descreve qualquer decepção.

4) CUT AND RUN- ELECTRELANE
A shoegazenice do Electrelane tem muito a ver com fim de relacionamento. Tem muito a ver com vazio, na verdade, o que no fim das contas, é quase a mesma coisa. “Say it say it now, if you are not in love with me no more. I will try my best to catch up with you”. A tranquilidade sem Heartbrokeness com que o refrão é cantado me leva a concluir que Cut and Run é sobre aqueles relacionamentos onde você gosta bastante da pessoa...mas não sabe se realmente está apaixonado ou se simplesmente tem medo de ficar sozinho.

5) MUSIC WHEN THE LIGHTS GO OUT- THE LIBERTINES
“Is it cruel or kind not to speak my mind, then to lie to you, rather than hurt you?” Essa é realmente uma pergunta difícil. Bem colocada... alias, a letra toda da música beira a perfeição. Misturando drogas e gin com uma vontade bonitinha de terminar o namoro sem magoar a pessoa.

6) MARRIED WITH CHILDREN- OASIS
Tenho certeza absoluta que o Noel escreveu essa música pra que meus ex’s a cantassem pra mim: “I hate the books you read and all you friends... I hate the way that you are so sarcastic
And you're not very bright. You think that everything you've done's fantastic. Your music's shite it keeps me up all night”.

7) SOMEDAY- PETE YORN & SCARLETT JOHANSSON
Essa dupla fez um álbum inteiro com músicas sobre término de namoro, o Break Up. E someday é de longe a melhor delas. Captando todo o vazio que deve dar quando se termina um namoro longo, com alguém que se tornou seu melhor/único amigo. “All i ask for is a state of mind where i can keep myself in line. With all the changes and all that stays the same, i think I'll leave the past behind” Lindo!

8) YOU AND ME- CLUB 8
You and Me é uma daquelas músicas que parecem supercute e combinam com domingos chuvosos, mas que na verdade escondem frases fortes e cruéis, cantadas com uma dose absurda de sarcasmo: “i'm not that sure, I wanted to be there but now i feel so sore”. E não existe frieza maior do que “you and me and all these weekends, I thought we'd go far…” Clássica arrogância Indie.

9) BLUE SKIES- NOAH AND THE WHALE
A música se auto-define logo no começo: “this is a song for anyone with a broken heart, this is a song for anyone who can’t get out of bed”. E em seu meio e fim continua dark, do tipo que não dá nem pra cogitar ouvir em dias felizes. Pra completar sua genialidade, vem um verso que define todo fim de namoro que não foi causado por traição: “I don’t think that it is the end, but I know it can’t keep going...”. Daí, sei lá da onde, vem uma brisa otimista: “...but blue skies are coming”. Yeah, right!

10) THIS DAY-THE SLEEPY JACKSON
E meu décimo lugar fica com a banda mais desconhecida do mundo, mas que escreveu um começo de música sobre um fim de namoro absurdo de bom: “This will take so time, I know. And it’s going slow, I know. You miss my friends more than you ever miss me. Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee”.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dawson's Creek e Minha Vida.

Eu poderia tentar dizer que Dawson's Creek é meu maior guilty pleasure. Mas a verdade é que isso seria uma mentira, novela é um guilty pleasure, e DC ultrapassa barreiras e acaba sendo bem mais do que isso. DC é uma paixão, e devo confessar que não sinto culpa nenhuma de gostar tanto assim do seriado. Aliás, sinto é orgulho.

Hoje percebi que tudo o que eu sei, aprendi em DC. A forma com que penso, o jeito que lido com as coisas, meu conhecimento cultural...tudo é tão parecido e interligado com DC que fico sem saber se gosto tanto do seriado porque me identifico muito, ou se me identifico muito porque foi o seriado que deu formato à minha pessoa. E sem medo de estar exagerando, eu diria foram as duas coisas.

Cresci acreditando que não existiam fronteiras entre as pessoas quando falamos de sentimentos. E acreditando que discutir esses sentimentos, dissecar internalidades e compartilhar idéias são coisas necessárias para uma vida feliz e normal. E acima de tudo isso, qualquer adolescente de 15 anos é plenamente capaz de te entender, e te surpreender com uma dose sinceridade.

Baseado nisso, confesso que passei boa parte minha vida visualizando conversas imaginárias, com vizinhos/melhores amigos/pares românticos imaginários, sentada no pier. Milhões de vezes quando me sentia triste ficava esperando amguém me cutucar as costas, e através de sarcasmos leves tirar o peso dos meus questionamentos existenciais.

Acho que por causa disso, vira e mexe me pego sofrendo de uma nostalgia gigante que me obriga a ver um episódio preferido de DC, ou só aquela legendária abertura com a música da Dido. E o interesse repentino da minha irmã pela série só piorou minhas crises nostálgicas e eu hoje fui obrigada a rever aquela cena clássica onde Dawson estrapola, fica bêbado, canta um blues hilário, e depois destrói todo mundo com verdades cruéis em sua festa de aniversário.

Como todo bom seriado dramático, existe um tema escondidinho, porém importante por trás de cada episódio. E o tema desse foi solidão. Não a solidão em si, mas aquela mais complexa que todo mundo sente interiormente, não interessa quantas pessoas tem em volta da gente. Aquela que faz a gente se sentir isolado, diferente, querendo loucamente ser normal.

O Dawson e sua solidão por ver que todo mundo estava mudando, andando, se mexendo enquanto ele continuava parado, o mesmo. A Joey e sua solidão por não saber quem ela realmente é, não saber se ela é capaz de ser inteira por si só. O Jack por ser o primeiro e único gay a sair do armário em Capeside. A Abby por aceitar a crueldade das coisas, e representar 'o mal' no seriado. E a Andie por sentir que carrega sozinha o peso da família.

Foi fácil concluir porque esse episódio é um dos meus favoritos, e porque ele tanto me marcou. Acho que já senti, de uma forma ou de outra, todos esses tipos de solidão. Na verdade, esse tipo de solidão existencial é um dos pontos mais marcantes em minha vida. E não fosse por DC, talvez eu nem seria capaz de reconhecer esse ponto...

... o que me leva a crer que, o grande furo, defeito, ponto negativo de DC é o fato de que nunca em um dos episodios o seriado nos prepara para a falta de realidade que existe no mundo real. O seriado não nos prepara para o fato de que não existe um vizinho/melhor amigo/par romântico disposto a ouvir sobre nossa solidão e falar da dele. Enfim, que não existe praticamente niguém no mundo capaz disso. Embora todo mundo se sinta sozinho, isolado, anormal por algum motivo, (quase) ninguém tem inteligencia emocional e/ou coragem de discutir essa solidão com os outros, e nem a capacidade de escutar a solidão dos outros também.

Resumindo, se o assunto for solidão, diferentemente de DC, cada pessoa vai guardar a sua solidão pra si, não só aumentando-a, mas também criando uma solidão ainda mais só por não conseguir dividir a nossa solidão com a solidão dos outros.

Como diria a Daisy de Once and Again (outro seriado dramático que tem muito a nos ensinar sobre nossas prórpias vidas): a televisão só serve pra jogar na nossa cara tudo aquilo que nunca conseguiremos ser.

E é verdade. Embora DC seja único em lidar e expor problemas reais de pessoas comuns, o seriado oferece soluções para os mesmo problemas que parecem simples e tangíveis, mas que na verdade são absolutamente impossíveis a utópicas. E agora, com 22 dois anos, depois de viver metade da minha vida acreditando que eu era a Joey e procurando minha alma gêmea Dawson, isso me revolta um pouco.

Uma coisa não dá pra negar, porém; DC tem muito a nos ensinar, e qualquer pessoa que assistiu os 128 episódios recheados de sabedorias existenciais e filosóficas provavelmente desenvolveu uma inteligência emocional diferenciada. Assim como qualquer pessoa que tenha visto os 236 episódios de Friends tem que ser, pelo menos um pouquinho, engraçada.

Não que esse seja o único jeito de adquirir inteligência emocional e um reportório de boas piadas. Muito pelo contrário, eu sei que essas horas gastas com televisão poderiam ser administradas de 'n' outras formas mais produtivas. Mas meu argumento aqui é pra reinforçar a moral de história do filmaço High Fidelity: Filmes, livros, discos, séries...essas coisas são importantes, e determinam nossa vida mais do que a gente imagina.

Okay, eu sei que a moral da história de High Fidelity não é essa...mas eu levo muito a sério essa filosofia.

"... what really matters is what you like, not what you are like... Books, records, films - these things matter. Call me shallow but it's the fuckin' truth..."

Aaaah..e Dawson's Creek é o melhor e mais bem escrito seriado do mundo. ponto.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Belle ou Sebastian

Sempre achei que eu era a Belle da música Belle and Sebastian, do Belle and Sebastian do álbum Belle and.... (BRINCADEIRA! É do Single lançado no Push Barman)... mas enfim, hoje talvez a ficha tenha caído. Acho que sou o Sebastian! Como nunca vi isso antes? Tão óbvio! Ou não.

Talvez nunca tenha visto porque não é nada girly ser o ‘cara’ na música, em vez de ser a mina. Ou simplesmente porque, na verdade, a gente é quem a gente quer ser. E eu quero ser a Belle.

Será? Bem...chego à essa conclusão usando os argumentos encontrados nos filmes de Almodovar; que o louco desse Almodovar sempre dá um jeito de mostrar que a gente tem quem ser quem a gente pensa que é, mesmo se a gente pensa que é uma coisa que não é. Mesmo se a gente quiser ser uma coisa meio doentia. Está sempre tudo bem, contanto que a gente esteja feliz com a gente mesmo. E isso explica porque tem tantos Travestis nos filmes dele. Aliás, em Tudo Sobre Minha Mãe o próprio travesti explica o argumento dizendo que existe sim (!) autenticidade em ser um travesti. Afinal, se ele se vê e deseja ser mulher, ele é mulher (mesmo sendo homem). Que a essência das coisas está na aparência, e na vontade...muito mais do que nas profundezas das coisas em si.

No filme High Fidelity também rola um questionamento parecido; o personagem do John Cusack tem um ponto quando diz que as músicas que a gente escuta, os livros que a gente lê, e os filmes que a gente vê dizem sim quem a gente é. E acho que ele está certo, afinal a gente só aprecia a arte que gosta, e se a gente gosta é porque se identifica...e se a gente se identifica...

Anyways, usando essa linha de pensamento, talvez eu possa argumentar que eu sou a Belle. Porque eu quero ser a Belle, eu adoro losers, tenho meus momentos Blasès, e eu meio que tento desesperadamente ser fodona como ela- resultando numa arrogância as vezes tão irritantemente infundada que só pode ser explicada pelo fato de que eu tenho certeza ‘que sou the only fun in town’ em vez de só ‘me achar’.

Ultimamente, porém, essa crise pseudo-existencialista Belle&Sebastiana tem ocupado minha mente. Ando meio desarmada, sem meus clássicos e avançados mecanismos de auto-defesa...em contato com meu verdadeiro, ou simplesmente novo, eu interior. E meu verdadeiro, e/ou novo eu interior é bastante loser, apreensivo, sem graça, na média...

Na verdade, vejo muito, tanto da Belle, quanto do Sebastian em mim. Provavelmente porque na vida não existem extremos...uma vez que tenho os traços losers e problemáticos do Sebastian em mim, parto desesperadamente pra um Belle-Life-Style...e funciona! Pelo menos um pouco. Daí dependendo do dia eu sou o Sebastian, dependendo do dia eu sou a Belle....mas no geral...acho que fico meio in between.

“Oh Sebastian wrote his diary that
He would never be young again
But you will
Fellow, you are ill
You'd better take a weight off of your mind and listen
To what other people say
Cause things are going wrong your own way”

Mas eu ando bem mais Sebastian ultimamente. E ponto.


***

Americano usa muito a palavra procrastinar, coisa que Brasileiro não faz muito. Eu sempre entendi o uso da palavra nas frases, mas nunca soube o literal significado da mesma. Esse dias bateu a curiosidade inútil e fui procurar no dicionário. Melhor dizendo, dei um Google e acabei na Wikipédia. A definição de procrastinar foi bem boring, e esperada...mas me deparei com algo interessante:

“As causas psicológicas da procrastinação variam muito, mas geralmente tendem a fatores como ansiedade, baixa auto-estima e uma mentalidade auto-destrutiva. Pensa-se que procrastinadores têm um nível de consciência abaixo do normal, mais baseado em "sonhos e desejos" de perfeição ou realização, em vez de apreciação realista de suas obrigações e potenciais.”

Ando procrastinando pra caramba...e confesso que as causa apontadas acima meio que se encaixam perfeitamente no meu caso...

Agora.... nível de consciência abaixo do normal????? Não seria acima do normal? Na boa, minha experiência de vida diz que apreciação realista das obrigações e potenciais apresenta bem mais perigo do que apreciação não-realista; Tipo, se nosso nível de consciência é baixo, a gente tende a fazer nossas coisas agora; ou porque a gente se acha pior do que é, subestima o peso das responsabilidade e faz tudo agora pra correr atrás do prejuízo...ou porque a se acha melhor do que é, superestima o peso das responsabilidades e então faz agora por achar fácil e pra se exibir.

Se você sabe exato quais são suas obrigações e pontenciais, on the other hand.... se a gente tem um nível de consciência acima do normal, ou deixa tudo pra depois porque sabe que vai dar conta na última hora, ou deixa pra última hora porque sabe que não vai dar conta mesmo, e foda-se.

Aminha desculpa pra procrastinação é que é mais emocionate deixar as coisas pra última hora...e também porque é na última hora que sou mais produtiva. Pelo menos eu gosto de acreditar que sim.



***

Life is good.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

L'amour e Outras Loucuras.

O legal de filme bom é que a gente só entende, ou pensa que entende, o filme uns dois dias depois de ter assistido, Até dar aquele insight genial de porque o filme fez uma marca na sua vida de algum jeito. Foi mais ou menos isso que me aconteceu hoje, depois de ter assistido A Fronteira Da Alvorada ontem. É..considerável lag. Mas enfim, estava eu, descendo pelo caminhozinho do Jardim Florença depois de uma corridinha básica de 20 minutos, quando vejo no banquinho em baixo da árvore da minha rua um casal feliz, de adolescentes apaixonados tirando fotos. Tipo aquelas fotos meio ridículas mesmo... o fato é que o jeito com que os dois pousavam pra foto, e se abraçavam e se preocupavam em fazer um olhar sexy-ao-mesmo-tempo-apaixonado, me pegou. Pensei na hora que o amor é uma coisa diferente pra cada casal. Diferente pra cada pessoa, na verdade. E acho que A Fronteira Da Alvorada meio que é sobre isso, sobre a loucura inexplicável que é o amor.

O filme é doido, simbólico de um jeito ininteligível. E como todo romancinho Francês pesado, foca no link entre o amor e o suicídio. Como telespectadora, tive a impressão que ninguém no filme se amava. Louis Garrel (personagem principal) nunca demonstrou muito afeto pela namorada atriz dele, que por sua vez era casada, e nunca teve a intenção de abondonar o marido que morava na América. Aliás, é exatamente depois da visita desse marido que Garrel se cansa das loucuras da namorada atriz, e passa a evitá-la. Tudo isso com uma evidente tranquilidade de quem está tocando a vida pra frente. E os dois só voltam a se encontrar quando Garrel descobre que, por sua causa, a namorada atriz teve crises depressivas e está internada num hospital psiquiátrico. A situação dos dois continua a mesma, o relacionamento é superficialmente tratado por ambas as partes, e a coisa só fica séria quando a mulher se mata...tipo assim, do nada.
Pelo menos pra mim, pareceu do nada. E todo o remorso do Garrel, pra mim também parecia infundado. Afinal, em nenhum momento o amor dos dois pareceu verdadeiro.

Daí, como todo romancinho Francês pesado, o filme tomou um rumo doido e mudou completamente de ritmo; o Garrel começou a ser assombrado pelo fantasma da ex-namorada...pode isso?
O mais bizarro de tudo é como Garrel interpreta essas aparições. Óbvio que ele sabe que não se trata de fonômenos sobrenaturais, mais sim de seu subconsciente. Ele também, através da lógica, vê que seu subconsciente está aprontando essa por conta do remorso que ele sente, em saber que, de certa forma, a ex-namorada se matou por causa dele. Mas em vez de lidar com esse remorso (veja bem, à essa altura do filme ele já estava com uma outra namorada, também muito frágil emocionalmente, que estava grávida), ele conclui que o principal motivo das aparições da falecida ex é o amor que ele sentia por ela. Conclusão doida, considerando que Garrel nunca demonstrou amá-la, e que teve milhões de oportunidades de estar com ela. Enfim...concluído que a falecida ex namorada foi o grande amor da vida dele, Garrel, assim como a ex, se joga da janela, vestido de noivo, horas antes de seu casamento.

Analisando a situação, à primeira vista, eu achei o filme lindo, mas bobo. A namorada suicida do Garrel era nada mais do que uma atriz alcoólatra louca, e o Garrel nada mais do que um covarde, com medo de relacionamentos sérios, que se enganou pensando ter sido apaixonado por uma pra achar uma desculpa pra se matar e fugir de um relacionamento sério com outra.

Mas o sogríssimo Phillipe Garrel dificilmente faria um filme tão....realista assim. não em preto em branco, não usando cartas como o meio de comunicação eleito....obviamente tem algo mais. E uma vez que analiso o filme sem meus preconceitos...quem sou eu pra julgar o amor dos outros, né? Primeiro que de fora, nada que os outros vivem parece verdadeiro. Segundo, um amor pra ser verdadeiro tem que ser...verdadeiro em todos os sentidos? Ou o conceito de verdadeiro é relativo?

Porque se o conceito de amor verdadeiro for relativo, ou mutável, os suicídios românticos utópicos de A Fronteira Da Alvorada talvez tenham sido válidos. E tirar fotos bregas com paisagem no fundo também possa ser válido...enfim...talvez, a grande sacada seja assumir que o amor é umas das poucas ( de muitas) loucuras da vida que são consideradas aceitáveis. Atos insanos podem ser justificados e ditos normais no amor..e faz sentido, que senão ninguém amava, certo? Afinal, deve ser impossível racionalizar um sentimento tão forte,e mais impossível ainda julgar um sentimento como certo, errado, verdadeiro, superficial...
Acho que a lição que tirei do filme vai facilitar meu entendimento de relacionamentos alheios, e dos meus próprios talvez.... Bem..prometo ser mais mente aberta pelo menos, e tratar relacionamentos que acho errado ou doentios com respeito, prometo!

***

Se Fronteira da Alvorada vai provavelmente ser o filme do meu mês-no-Brasil, Walters do Pinback vai com certeza ser a música! E acho que arte é uma outra das loucuras da vida que são consideradas aceitáveis. Por que, meu!!!! Música loucona! Coisa mais linda....meio shoegaze, com solinhos de guitarra constantes que vão unindo forças pra um climax mais ou menos eletrônico seguido de um último minuto pesado, de fazer todo mundo pular.
Anyways...qual não foi minha surpresa ao descobrir que essa música tão linda foi escrita em homenagem a Larry Walters, o pioneiro na arte de voar alto numa cadeira amarrada a bexigas de aniversário? Sim, a mesma façanha que aquele padre do sul tentou fazer, Só que Walters fez antes, de forma mais ilegal e... sobreviveu!
O que me pega é pensar o que passava na cabeça do caras do Pinback pra conseguir escrever uma música tão lindona sobre um assunto tão...sei lá! Por isso que música é arte, e arte é uma loucura aceitável que nem o amor. Quanto mais louco, melhor!
Agora...a idéia do Walters, e do padre de voar com bexiga definitivamente é uma loucura não aceitável.

sábado, 25 de abril de 2009

Travis no Limite.

Hoje, no trajeto de Oakdale para Nova York, dentro do trem, me peguei chorando umas duas ou três vezes. Chorei porque estou preocupada com a Babette. Porque estou com uma saudades absurda da minha Família, da minha casa, e do meu quarto. Porque adoro trem, e a nostalgia que linhas de trem me trazem. E porque a voz do Thom Yorke é linda.
Comecei o Mamãe e o Sentido Da Vida e logo no primeiro conto desabei, chorei porque embora fascinante,acho um saco aceitar que pais também são seres humanos. Porque foi foda passar a semana inteira doente, e porque embora recuperada, meu estômago ainda está uma bagunça. Porque eu odeio meu coach novo. E porque tenho um paper gigantesco de Finance que eu nem sei por onde começar.
Depois chorei porque estou me sentindo solitária, e abandonada, e carente, e porque embora me sentindo assim, são raros os momentos onde estou realmente sozinha. E porque estou precisando desses momentos sozinha, sem ninguém por perto. Chorei porque estou perdida, confusa e com medo do futuro. E porque embora eu considere minha vida de estudante fácil e gostosa, eu estou no limite.

Em horas como essa que Travis cai como uma luva. E todas aquelas letras babaquinhas depressivas,de quem estava no fundo do poço mas hoje é feliz e blah blah blah, sempre acabam me fazendo sorrir.

E o show? Bem....eu gosto de violão, amo solos de guitarra, e havia me esquecido como é bom ver uma uma banda que não usa sintetizador.
Sem contar com todos os hits na set list. Com as frases meio auto-ajuda de Turn, Driftwood e Writing to reach You cantadas em coro. E com todo mundo pulando ao som de Why Does It Always rain On Me?

No final....acho que minha semana até que foi positiva. Ou foi chorar um pouco que me fez bem.

" I Want to live. I will survive.
And I believe that it won't be very long
If we turn, turn, turn, turn, turn.
Then we might learn"

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Músicas de bandas que não mudaram a minha vida, mas que ninguém pode morrer sem ouvir.

Arctic Monkeys- Riot Van/ Athlete- I love/ Chairlift- Bruises/ Cat Power- Could we/ Doves- The Storm/ Daft Punk-Digital Love/ Electrelane- The Greater Times/ Babyshambles- Fuck Forever/ Friendly Fires- Strobe/ Foo Fighters- Generator/ Kaiser Chiefs- You can have it all/ Storkes- Under Control/ Libertines- Can't stand me now/ We Are Scientists-Textbook/ Oh No!Oh My!-Walk in the park/ Hot Hot Heat- Jingle Jangle/ Voxtrot-Star of something, Long haul/ Rakes- Suspicious Eyes/ Hot Chip- Wrestlers/ Vampire Weekend- Stand corrected/ Little Joy- Don't watch me dancing/ CSS-Let's make love/ Portishead- Half Day Closing/ Of Montreal- unny ain't no Kind of rider/ Tokyo Police Club-Nature of the Experiment/Hole-Dying/Garbage-I think i'm paranoid/ Gram-Você pode ir na janela/ Vanguart- Last Time I saw You/ Mallu Magalhães-Dry freezing tongue/ Pipettes-One Night Stand/ Virgins-Love is colder than death/ Nouvelle vague-I melt with you/ ColdPlay-Green Eyes/ Cachorro Grande-Sinceramente/ Los Campesinos-My Year in list/ Art Brut-These animals menswear/ Peter, Bjorn and John-Objects of my affection/ Plastiscines-Loser/ Sufjan Stevens- Casimir Pulaski Day/ Beulah- Good man is easy to kill/ Jets to Brazil-You're the one/ The Weepies-I wish I coul forget/ Travis-Safe/Writing to reach you/ Ladytron-Amtv/ Le Tigre- Tell you now/ New Pornographers-Streets of Fire/ Fleet Foxes-He doesn't know why/ Clap Your hands Say Yeah-The Skin of my yeallow country teeth/ Camera Obscura-Country Mile/ Suede- Picnic by the Motorway/ Thrills- Saturday Night/ Lykke Li-Everyone but me/ Subways- No goodbyes/ Mobious Band- Haillie/ Kings Of Convenience-I'd rather dance with you/ Placebo'You don't care/ Ra Ra Riot-Can You Tell/ Radio Department- Strange things will happen/ Verve-Bittersweet Symphony/ Grizzly Bear-Knife/ Weezer- Keep Fishing/ Blink 182- Adam's song/ magic Numbers- Undecided/ Seu Jorge- Life on mars/ Psapp- Trycicle/ Super Furry Animals- Walk you home/ Death cab for a Cutie- Title Track/ Decemberists-Yanke Baronet/Fratellis-Flathead/Maccabees-First Love.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Minha teoria machista sobre o quanto a mulher é superior.

Já haviam me dito que Nietzsche não é Nietzsche sempre. Quer dizer, que cada um de seus livros é diferente, que suas idéias são meio irregulares, que cada leitura é uma leitura e portanto a gente dificilmente conhece o Nietzsche, Nietzsche de verdade.

Tá. Dito isso, eu confesso que Além do Bem e do Mal tá sendo uma leitura difícil. Lenta, densa, com raciocínios absurdos. E que eu estou levando-a com a barriga, louca de vontade de acabar o livro logo pra começar algo mais agradável.

Ainda assim, hoje me deparei com o capítulo Nossas Virtudes, que me surpreendeu com deliciosos ensaios enfurecidos sobre as mulheres. Ele odiava as mulheres. não sei se por ter tido seu coração partido, por não lidar com relacionamentos, ou simplesmente porque é meio 'de lei' um filósofo odiar as mulheres. O fato é que seus argumentos infantis e unilaterais me fizeram confirmar que realmente tenho uma visão machistinha do mundo, e uma teoria mais machistinha ainda. ou não. Sei lá!

Primeiro, sobre o porquê da posicão inferior da mulher em relação ao homem. Fritz (não por intimidade, mas sim porque não dá pra escrever Nietzsche toda hora) diz que a mulher tem muitos motivos para ter pudor: "..há tanta coisa pedante, superficial, sabichã, mesquinhamente arrogante, mesquinhamente irrefreada e imodesta escondida na mulher, que até o momento, e no fundo, só o temor ao homem reprimiu e conteve da melhor maneira."
Sem hipocrisia, eu concordo! Concordo que a mulher seja tudo isso aí. E não acho tudo isso ruim, acho isso tudo natural. Logo, mulheres tem suas indiscrições barradas pelo temor ao homem, ao mesmo tempo que tem sua fragilidade protegida pelo mesmo.
Pra mim, faz parte da natureza humana. não vejo mal nenhum. Aliás, até acho bom; vejo aí a chave para o perfeito equilíbrio na relação nossa com os homens.

Depois, Fritz parte para sua indignação em ver a mulher querendo fazer coisas 'de homem'. Mas não no sentido de que não podemos fazer as mesmas coisas, e sim no sentido de que a mulher precisa preservar o que tem de feminino; Sua tendência à superficialidade, o gosto por se enfeitar, sua distância da verdade e do real...resumindo, todas essas coisas que soam ruim são parte de sua complexidade.
Ele ainda termina dizendo que os homens amam e respeitam as mulheres por essa complexidade, que casa perfeitamente com a seriedade simples masculina.
Portanto, para Nietzsche, a tentativa de igualdade de sexos nada mais é que a mulher, desprezando ela mesma.

Nisso ainda vem uma idéia brilhante sobre revoluções, e preconceito e igualdade. Fritz argumenta que a luta da mulher por igualdade para com os homens é feia e ineficiente. Pra que a luta seja válida, é preciso que os homens lutem! Igualdade não pode vir de uma luta unilateral, de uma batalha entre dois pontos de vista. Pra que uma sociedade seja igual, a sociedade precisa pensar igual. Todos precisam concordar que mulheres e homens são iguais, e portanto os homens, mais do que as mulheres inclusive, é que vão lutar por isso.
Se as mulheres lutam sozinhas, precisam abrir mão do que as fazem únicas, diferentes, femininas e portanto à medida que seus direitos e exigências aumentam, diminui sua influência na sociedade.
Achei a idéia brilhante porque acredito que os homens lutariam pelas mulheres, sim! E porque a idéia se aplica a todas as batalhas entre classes e raças diferentes na sociedade.
Usaria como exemplo o negro aqui nos Estados Unidos; aqui, os negros tem muito mais direitos e condições que no Brasil. Só que o preconceito continua, e é ainda maior. De repente isso acontece porque a luta veio dos negros somente. E não dos brancos.
Acho que nós, seres humanos, no fundo no fundo entendemos que embora não iguais, somos irmãos. E Acho mesmo que estaríamos dispostos a lutar uns pelos outros. Só que acho que essa luta bonita aí, só acontece a longo prazo. E as conquistas do negros, mulheres...estão acontecendo a curto prazo, por isso ainda existe muito a ser aprimorado.
Óbvio que vejo tudo isso como filosofia, e filosofia nunca(!) funciona na prática. Enfim...

Minha teoria machista sobre a mulher ser superior é a seguinte: A mulher, antes numa posição muito inferior, tende a usar o machismo em seu favor. Somos superficiais, manipuladoras e muito mais distante da verdade que os homens. Também somos mais espertas,complexas, influentes e sabemos manipular. Por isso, até que rapidamente, vamos conquistando nosso espaço, e se bobear mais do que nosso espaço. Não dou muito tempo pra estarmos dominando o mundo, literalmente!
O problema é que quando dominarmos o mundo nosso feitiço se virará contra nós. Nossa influência sobre os homens(como Fritz mesmo disse) será muito menor, iremos nos perder em nossa falta de verdade, e a simplicidade séria do homem vai ser suficiente pra que eles nos dominem e voltem ao topo de novo.
E assim por diante, homem domina, depois a mulher domina, depois homem, depois mulher de novo...ups and downs. Assim como na Economia. Homens e mulheres sempre em busca de um equilíbrio de poder. Mas não existe igualdade, portanto o equilíbrio nunca chega. Como em tudo na vida...



Enquanto falando sobre quão ruim as mulheres são, Fritz disse que todos seus defeitos podem ser enxergados na relação da mulher com as crianças. E entrou num papo sobre mãe e filhos. ele viajou! e foi prum lado que nada tinha a ver com o assunto. Mas dessa viagem meio inutil, li uma das frases mais lindas do mundo: "Meu amigo, não se permita senão loucuras que lhe dêem grande prazer"- a frase mais maternal e mais inteligente que já foi dirigida a um filho.
Me fez arrepiar! E decidi que essa é a lição mais valiosa que uma mãe pode ensinar a um filho; é amor incondicional, é príncipio, é Carpe Diem!
Acho que minha mãe me ensinou isso. E eu prometo!Prometo que, custe o que custar, ensinarei isso aos meus filhos.


*****

Do resto, New York continua o máximo. Meu backhand continua atrasado. E Hysteric do Yeah Yeah Yeahs anda dominando minha mente!

"Flow sweetly, hang heavy
You suddenly complete me!"

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cat Power faz show em silêncio.

Essa história de escrever com frequência vira balela depois de um tempo. Dá preguiça demais. Mas quando me vejo de frente com a necessidade de fazer Homework pra segunda...bem, aí tudo parece mais interessante.



Começando pelo meu primeiro show do ano: Cat Power, Cantora que curto muito já faz um bom tempo. O estilo dela vacila bastante, é fato. A carreira é tudo, menos linear;Começou com dois albinhos Lo-Fi, ficou mais Pop, clássica, blues. Isso tudo sem contar nos covers doidos que ela faz. Somando a instabilidade musical, vem a instabilidade emocional, alcool e cigarros, esquizofrenia, temporada mendigando pelas ruas de Atlanta...que óbvio, contribui para uma mistura perfeita.

Mas o que sempre me chamou atenção nessa cantora de voz rouca foi a personalidade. Nunca vi igual. Adoro suas composições, que embora não sejam seu forte, são de uma originalidade absurda. Acho que nunca vi alguém com tanta coragem de expor suas influências como ela faz escrevendo uma porção de músicas em homenagem a seus ídolos. minhas preferidas são as alusões a Kurt Cobain como por exemplo na linda "I don't blame you", onde ela infantilmente compreende Kurt e todo seus problemas na infância.

Acho que é essa característica meio psicopata infantil que sempre me agradou nela. E o show, o imprevisível show, definitivamente foi cheio disso. A começar pelo atraso incomum, seguido de um palco sem iluminação alguma. Pra completar a falta de luz que parece acidental, vem o fato de que a Chan é exageradamente introspectiva, e não contente em só cantar pra ela, passa a maior parte do show escondida atrás das caixas de som. A coisa é tão doida que inúmeras vezes ela chegou com o microfone perto da caixa ao ponte de fazer aqueles barulhos de inteferencia insuportáveis. E numa atitude super rockstar, ela sempre pedia desculpa quando isso acontecia.

A set list foi bem decente. Agora...ela mudava tanto as músicas que algumas (pra não dizer todas) ficavam irreconhecíveis. Mudava os arranjos, os ritmos, as letras...fazendo com que o show fosse um espetáculo a ser assistido...bem pouco interativo. Prova disso foi quando ela veio pra galera (e se jogar na galera parece lei aqui em NY). Não tinha nenhum engraçadinho se jogando na Chan, desmaiando, tirando fotos, ou cantando junto usando toda a capacidade pulmonar. Pelo contrário...todo mundo estava de fora, assistindo em transe a caminhada da Chan no meio do público, como se estivessem com medo de fazer um movimento muito brusco e estragar o momento. Ela parou do meu lado. Ficou pertinho mesmo, e por um bom tempo. Deu até pra sentir o perfume cítrico dela.


****

O resto continua o mesmo. Oakdale não mudou muito, nem Manhattan. O que é bom. Ou não. Sei lá.
Voltando da cidade, olhando pela janela do trem, me deparei com uma velha música do Belle and Sebastian que é a mais nova música a complementar minha alma. Pelo menos no momento. Mas esse que é lado bom de gostar de bandas velhas que já lançaram milhões de cds e que tem bilhões de lados b. O lado ruim é nunca virar especialista mor...mas essas tardias descobertas compensam.
É difícil de explicar minha indentificação com B&S. É algo bem sutil. talvez a mistura de arrogancia com insegurança com ingenuidade que devem ser um dos meus principais ingredientes (hi hi hi). ou o sarcasmo quase incompreensivél. ou talvez o tema, a situação. Essa "Act Of The Apostle II" por exemplo, fala sobre uma coisa bem momento-confuso-em-'college'. Fala sobre a necessidade de crescer, e de ter todas as condições para isso -vontade, tempo e competência. Mas o quanto é preciso tomar atitudes, por a mão na massa, assumir riscos, e fazer tudo isso sozinho. E é...as coisas podem ficar confusas ao ponto de uma caminhada, ou uma volta sem rumo de trem parecer a única saída pra esfriar a cabeça.


ACT OF THE APOSTLE II

I'm bored out my mind
Too sick to even care
I'll take a little walk
Nobody's going to know
I'm in senior* year
It gives you a little free time
I'll just use it all at once!

Took the fence and the lane
The bus then the train
Bought an ‘Independent' to make me look like I got brains
I made a story up in my head if anybody would ask
I'm going to a seminar!

I'm a genius
A prodigy
A demon at Maths and Science
I'm up for a prize
If you gotta grow up sometime
You've to do it on your own

I don't think I could stand to be stuck
That's the way that things were going

* Tá!tá! Eu ainda sou Junior!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama e Billy Corgan.

Pra qualquer um com uma mínima pseudo-consciência política no Brasil, é preciso, mais do que necessário, odiar os Republicanos.
E de fato todos as principais ideias ligadas ao partido do elefantinho vermelho - guerra, arma, planos de saúde visando lucro financeiro, mentiras, burguesia, blá blá blá- são dignos de ódio.

Mas é preciso ser realista, certo? E olhando pras coisas de um ponto de vista mais crítico, me vejo numa emboscada danada, odiando McCain visceralmente mas discordando radicalmente da campanha do Obama e temendo pela classe média alta americana.

Primeiro pelo método de campanha adotado pelo Obama. Ou melhor, pelo método democrata em geral. Que em resposta aos 8 anos de Bush, o homem mais medíocre do mundo no poder, aderiram a políticia do terror. desde sempre eles vem cantando que os Estados Unidos está para explodir. Taxes, aposentadoria, plano de saúde...tudo virá abaixo e metade da população vai viver pra sempre na miséria e blá blá blá....
Até que a tática funciona, afinal, tudo na vida tem altos e baixos, e quando a gente tá no alto ( e os Estados Unidos ficaram no alto por muito tempo), a gente só pensa no tamanho da queda, que sim, seria e foi bem grande.
Agora, pensando na economia, por exemplo: Se vc mete medo na população, mete medo nos investidores internacionais, mete medo em todo mundo, o que vai acontecer? Hein Hein Hein? vai todo mundo ficar com medo(Dãããr!), ficar inseguro, cortar investimentos e tirar dinheiro do mercado mesmo antes de tudo começar a ficar ruim.
Sim...um dos motivos que causaram a explosão economica por aqui foi a insegurança, a falta de confiança no mercado americano, e eu acredito que as ameaças democratas tenham sido de grande influência pra essa insegurança.

Outras coisa que não me deixa muito animada são os planos do Obama. O que ele disse que ia fazer com os Taxes é de um nonsense absurdo! É literalmente fazer o rico pagar mais, pegar o dinheiro do rico e dar, assim de graça, pros pobres. É redistribuição de renda! ( e depois ele não quer ser chamado de socialista pelos ricaços caipiras sulistas)
As propostas dele pra reerguer a economia também...giram em torno de muita 'regulation'. O que basicamente significa que o governo vai estar sempre metendo o dedo onde não é chamado, fazendo regrinhas tolas, e acabando com a política de Free market ( que sim, eu sou super a favor!).

na verdade, quando a gente ouve essas ideiazinhas socialistas, a gente fica super animado, e tende a simpatizar. Mas está mais do que provado pela história que socialismo não funciona, por motivos ideologicos e principalmente por motivos economicos. Prova disso são os países europeus, que embora sejam mais ou menos socialistas economicamente(muitamuita regulation), sofreram muito com a crise dos States, provando depender do Free market capitalista. E pior que isso, enfrentam hoje um nível de desemprego fora do normal.

Fennie May e Freddie Mac também estão aí pra nos abrir os olhos. As duas maiores companhias de empréstimo mobiliário quase faliram e levaram o mundo inteiro com elas pro ralo. E essa falha gigante surgiu de uma ideia (democrata, na era Clinton) super bonitinha de que todo americano tinha o direito de ter uma casa própria (mesmo sem poder pagar por ela), e de uma série de erros bizarros pelos caras a frente das companhias, sendo um deles, o principal homem da economia do Obama!!!!

Mas calma! Eu só me divirto atacando o Obama porque nessa eleição os republicanos falaram por eles mesmos. A dupla McCain e Palin são tão ridículos que nem merecem consideração, embora economicamente mais pé no chão.
E é preciso dizer que foi de arrepiar ver a alegria, e a supresa dos americanos quando o primeiro presidente negro foi oficialmente eleito. Os negros comemoraram como se fosse reveillon, e os brancos, embora alegres, pareciam não acreditar que aquilo realmente estava acontecendo.

Change We Need

***

mas vamos falar de coisas legais!SMASHING PUMPKINS!
Sim, eu Tamiris, os vi ao vivo. E cara, sempre dei Smashing Pumpkins como terminados, acabados...Billy Corgan me provou o contrário. Ele provou que é o Smashing, e que o Smashing é ele! E deu pra entender bem porque ele egoistamente sempre registrou todas as músicas em seu nome, e porque sua Interessante carreira solo e o genial Zwan nunca deram certo. Billy no alto de seus 3 metros mostra uma alegria imensurável cantando os velhos sucesso dos Abóboras. E surpreende a cada momento com sua atitude rock'n'roll e sua voz super forte! É vendo pra crer!
O show foi foda! Iluminação incrível, set list perfeita!
Começaram com as músicas novas, que embora longe de clássicas, são uma delícia ao vivo.
Terminaram essa primeira parte, aliás, com a ótima United States. E no finalzinho da música, Billy tomou a frente do palco e tocou o hino americano com a guitarra na costas, meu! Fodástico!

Depois numa conversa com o público soltou um : "sorry, I don't speak New York. I speak Obama"
What the hell is that supposed to mean?????

A segunda parte do show foi de tirar o fôlego...tocaram Mayonnese e Tonite,Tonite uma seguida da outra. você tem noção do que é isso? As duas músicas mais fortes da história em sequência? Acho que meu coração parou, ou acelerou e depois se comprimiu e depois explodiu! Foi lindo. Sem contar com as luzes vindo do palco como se fossem estrelas caindo..igualzinho no clipe!Ual!
Também tocaram as lindas calminhas do Adore numa formação a la Arcade Fire. Coisa mais linda do mundo!

A última parte foi Heavy metal! provando que eu, Tamiris, gosto sim de rock. E de novo a iluminação (perfeitamente perceptível naquele teatro e/ou igreja onde foi o show) foi única, com uma luz fortíssima jogava violentamente contra os olhos do público como que dizendo: "se não aguenta o peso, vai embora!".
E Billy finalizou o show com uma longa, e estranha conversa com o povo. dizendo que todos nós éramos lindos!

"and the message is, if there is a message, that you are beautiful!"

Pra completar, depois do show, o metrô estava completamente tomado por fãs comprimidos do Smashing Pumpkins. Dammit, I love New York!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Filmes e o resto...

Filmes:

Bem...o lado bom dos últimos dias é que ando vendo bastantes filmes. Portanto resolvi fazer um curto resumo das minhas opiniões; só pra deixar registrado, ler de vez em quando, e tentar me contradizer um pouco menos...que demoro séculos pra decidir se gostei ou não gostei de um filme,ou até mesmo pra dizer se o filme vale a pena ou não.
Enfim...

Nick And Norah's Infinite Playlist: Depois do sucesso de Juno, Superbad, Knocked Up e derivados, parece que reolveram ir direto ao assunto e fazer um filme total indie: com história Indie, atores indies,e mta banda indie boa na trilha. Tinha Tudo pra ser uma delícia de filmezinho com muito a acrescentar à cultura pop. Acontece que esqueceram que indie nada tem de comercial, e quiseram fazer um filme muito, mas muito comercial e babaca. Péssima combinação! erro total no trajeto. Saí do cinema com as mãos abanando, sem nenhuma conversinha indie sobre bandas que só eu conheço pra me deixar feliz. Até Sexta -Feira Muita Louca, com a Lindsey Lohan e feito pela Disney tem diálogos mais interessantes. Zero estrelas, porque nem reconheci a música do Vampire Weekend.

My Best Friend's Girl: tenho que confessar...ri demais nesse filme! Pra provar que não sou tão chata/arrogante, e o quanto sou capaz de apreciar um filminho comercial feito pra quem vai no cinema em grupo e faz guerra de pipoca. Tres estrelas, porque embora divertido, não dá pra dar mais que isso.

Vicky Cristina Barcelona: Woody Allen é o melhor escritor do mundo! tem o melhor humor do mundo! E tem o melhor jeito do mundo de ver o mundo! Ele tem um jeito leve, meio tragico-comico de mostrar que, oh welll, as pessoas nunca mudam. Vicky Cristina Barcelona é um filme sexy e dilicioso, que em momento algum nos faz sentir mal, ou questionar nossa vidinha miserável nos colocando no lugar dos personagens...mas que no fim das contas, tem uma 'moral da história' realista e triste. e muito, muito comodista. Quatro estrelas, porque me fez questionar, mas não me fez sentir vontade de mudar.

Bilndness: Primeiro que é de cegar visualmente! Literalmente mesmo! Fotografia óbvia, mas eficiente e muito, muito incômoda. Segundo que Fernando Meirelles prova que é um Ridley Scott do Brasil. faz cinema redondo, cobrindo todos os pontos básicos. mescla o forte e o agradável na medida certa. Ou seria melhor dizer, o muito forte e o aguentável? Mesmo antes de Blindness, sempre admirei o Meirelles por essa capacidade de dar ao espectador uma escolha: a de ir fundo no filme, e sentir nas entranhas seja lá qual for a sua dura mensagem. ou de assistir só, acompanhar a história , e apreciar um filme bem feito com as entranhas intactas. Acho que foi essa fórmula que deu tanto sucesso a Cidade de Deus, e ao (chato) Jardineiro Fiel. Quatro estrelas só, porque meu estômago aguentava mais.

Dans Paris: Sem dúvida o preferido das duas últimas semanas! Por 'n' motivos! Ultimamente as telas de cinema tem sido invadidas por filmes sobre o universo feminino. E não é por menos, as mulheres são fodas, mais inteligentes e já (!) dominam o mundo. Mas Dans Paris faz diferente, mostra o universo masculino, e aaaaaaaaaaaaah...como homens são bonitinhos! o filme mostra a masculinidade charmosamente deliciosa de uma família formada por um pai e seus dois filhos,Paul e Jonathan (Louis lindérrimo Garrel). E as tentativas absolutamente sem tato, do pai e de Jonathan de tirar Paul de uma depressão terrível. Tudo isso numa linguagem poética atípica no cinema, meio teatral/musical/experimental... mais uma das loucuras do diretor Christopher Honoré. Diretor esse, que em minha singela opinião, tem em Dans Paris sua obra prima. Sem abusar sexualmente do atores, sem situações irreais que nos fazem temer a falta de moralidade francesa, e com muita, mas muuuuuuuuita sensibilidade. Pra melhorar, Louis Garrel está esplêndido, confirmando seu talento absurdo, e logicamente seu charme irresistível.
Aaaaaah!Trilha sonora magnífica ( e já baixada)! Cinco estrelas, e merecia mais!

***
O resto:

  • NYC é o que há! Não existe explicação plausível pra sensação de caminhar pela Quinta Avenida, tomar sol no Central park, ou um café Starbucks no Time Square. Ainda mais com companhia brasileira. parece babaca, mas falar português no centro do mundo é único! Sensação incrível de que o mundo é meu, está aos meus pés. Sério!!! E aquele Times Square de noite. o que é aquilo? perdi a conta de quantas vezes olhei pra cima, de queixo caido pensando "uaaaaaaal". Outra coisa que me faz sentir bem comigo mesma tem sido a minha habilidade de pegar o metrô, e entender onde estou indo mesmo quando muito perdida. Mais duas idas pra city e vou conhecer Manhattan com a palma da minha mão.Juro!
  • School sucks! Todo dia quando acordo tenho que fazer uma lista de porque eu não posso faltar da aula. Se não fizer a lista não levanto da cama. Não sei se estudar que é chato, ou se o problem é estudar de manhã. mas a combinação dos dois me dá raiva de vez em quando. isso porque nem tem aula amanhã....
  • terminei Assim falou Zaratustra...livro pequeno mas difícil. E nem acho que seria redundante se escrevesse outro post sobre quanto Nietzsche é foda. mas estou com preguiça, e a coisa é complexa. Deixa pra outro dia.
  • Se eu tivesse um LastFm estaria passando vergonha agora. Pois meu LastFm apontaria Legião urbana como banda mais ouvida dos últimos dias. mas estou me acostumando com essas fases nostálgicas, e outra...Renato Russo é um puta dum Compositor.
  • CSS toca direto naquela nova MTVU. orguuuuuuuuuulho!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nietzsche.

Eu odeio estudar. É fato. Sei que preciso. E de todas as alternativas, acredito sim que o esqueminha mais liberal adotado pelos americanos casa mais minha personalidade. Desafiante. Talvez seja só a vida universitária , ou talvez não. Que já me peguei várias vezes desejando ter sido educada por aqui, me imagino fazendo parte do Debate Club. Acho que seria muito mais confiante nos dias de hoje.

Bem...mas toda essa introdução do "Eu odeio estudar..." pra dizer, felizmente, que acho que gosto de Economia. odeio todas minhas classes, menos as de Economia. E sério...pensamentos econômicos tem consumido muito de meu tempo, e me fazendo viajar mais do que o normal. Inclusive na quadra de tenis.

Enfim, tudo começou com o surgimento de Economia como uma ciência...Meu!Sabia que economia só surgiu com o capitalismo?
É! Economia só apareceu no mundo com a ascensão do capitalismo como sistema. e sabe porque?Hein hein hein?
Simples: antes do capitalismo o homem não precisava estudar seu sistema econômico (e eu não deveria usar essa palavra aqui), sua forma de governo, seu dinheiro ou divisão de bens. Tudo fazia sentido. Seja no feudalismo,socialismo ou na monarquia...era preto no branco!Fácil de entender.

Mas daí os homens começaram a se organizar de forma capitalista, e não conseguem entender o que os leva a se organizar desse jeito. precisavam de uma ciência pra entender isso. É o nascimento da economia.
O capitalismo é um sistema que claramente move a humanidade num caminho autodestrutivo: Sucesso significa pisar nos outros, nos desenvolvemos de forma a esquecer nosso passado, e literalmente estamos explodindo nosso planeta.
Como o Capitalismo sobreviveu e continua a existir é um mistério.E quanto tempo ele vai durar é um mistério maior ainda.
Só o tempo dirá...

(confesso que nunca havia pensado nisso...)

***

Outro intenso consumidor de pensamentos é Nietzsche.
"Nietzsche é tóxico!" (palavras de meu professor de economia.)
De longe ele parece um louco, doente mental com sérios problemas de relacionamento que vê tudo de forma pessimista, odeia a humanidade e tem um lado dark anti-cristo de dar medo.
Mas de perto....só alguém muito são, absurdamente inteligente e bem resolvido, amante da humanidade e de coração cristão poderia dizer o que ele diz.
Assim Falou Zaratustra é um presente para os homens. É forte sim, e nos força a encarar a verdade, sempre deixando como consolo a beleza de nossas fraquezas. Somos fracos, mentirosos e - não poderia concordar mais - somos animais que ajem por instinto. Mas não devemos nos envergonhar disso. Não devemos nos envergonhar de quem somos, de nossas entranhas, nossos desejos....

Afinal, vivemos num mundo incerto, feito de aparências que julgamos realidade. E por isso buscamos desesperançosamente por respostas que não existem. criamos outras realidades e outras dimensões pra não olharmos a verdade. A verdade de que o corpo material, e nossas impressões manipuladas do mundo são tudo o que temos.
E nesse ponto vejo em Nietzsche um gigante defensor do Carpe Diem. Não do Carpe Diem que aprendemos na TV onde aproveitar a vida é correr na chuva, andar descalço na grama e gritar palavrões do alto do penhasco. Mas do Carpe Diem realista. Se nossas mentiras sào tudo o que temos, o melhor a fazer é assumi-las. e vive-las aqui e agora. e assim seremos suficientes.

Pra Nietzsche, o mundo não tem sentido. razão não se aplica. Nossos julgamentios são todos errados e portanto ele também não acredita em moral. Moralismo nada mais é que uma baboseira imposta pela cultura ocidental.
And again...Ual!Eu não poderia concordar mais com ele. Ainda mais sabendo que embora a moral não exista, ele acredita (e muito) em valores.
And hey! Eu só acredito em valores.

Pra piorar a situação..Nietzsche, deliberademente escrevia "difícil" pra que pouca gente o entendesse. So para os "especiais".
Que de fato, ele dizia verdades. Mas se todo mundo conhecesse essas verdades...aaaaaaah!O mundo seria um caos!

(Palavras do proprio Fritz. O problema é que não consigo deixar de gostar dessa história de ser uma das pessoas especias...)

Acho que posso me considerar uma Nietzscheana..o que provavelmente não é coisa boa. faz de mim ainda mais pessimista e arrogante!
Oh well...

domingo, 27 de julho de 2008

Folkizinho Cute-Cute

Kimya Dawson- The Competiton

I never wanted to be better than my friends
I just wanted
to prove wrong the people in my head
the ones who told me I'd be better of dead
the ones who told me that I would never win

when I delivered newspapers they said I was too slow
when I was a barista they said I made lousy foam
when I worked in retail they said I was a slob
much too dumb for school and much too lazy for a job

So I rode my bike like lightning
and I made cappuccinos that would make the angels sing
took two showers a day and I dressed up like a princess
shook my fist in my own face and said I'll show you who's the best

I wrote the kinds of papers teachers hang up on their walls
I was employee of the month at seven different shopping malls
and one time playing football I pulled the tendons in my leg
to prove that I was tough I hopped on one foot
and finished up the game

I thought if I succeeded I'd be happy and they'd go away
but first thing in the morning I'd still wake up and I'd hear them say
\"
you're fat, ugly, and stupid, you should really be ashamed.
no one will ever like you, you're not good at anything
\"

And sometimes I'd rise to the challenge
but other times I'd feel so bad that I could not get out of bed
and on the days I stayed in bed I sang and sang and sang
about how crappy I felt not realizing how many other people would relate

Now people send me emails that say thanks for saying the things they didn't know how to say
and the people in my head still visit me sometimes
and they bring all of their friends but I don't mind
I play my guitar like lightning

When I sing I like it when you sing too loud and clear
different voices different tones all sayin' \"yeah, we're not alone\"
I got good at feeling bad and that's why I'm still here
I got good at feeling bad and that's why I'm still here
I got good at feeling bad and that's why I'm still here



Eu não achei Juno brilhante. Mas achei o máximo a sacada de reviver o folk de uma forma muito fofinha e bonitinha e cute-cute.
E como exemplo aí está uma música da Kimya Dawson, música essa que segue a tradição folk: desafinada, e contanto uma história longa e inteira, com milhões de palavras descompassadas no mesmo verso.
Além do que, aprecio qualquer cançãozinha loser. Ainda mais se a letra decifrar exatamente o que acontece na minha cabeça 'auto-desconfiante', cheia de pessoinhas me pondo pra baixo mesmo quando faço as coisas certas.

Só me resta dizer:
"Obrigada, Kimya! Obrigada por dizer coisas que eu não sabia como dizer! yeah, nós não estamos sozinhos!Pro inferno com as pessoas em minha cabeça dizendo que sou uma loser!Fiquei boa em me sentir mal, e é por isso que ainda estou aqui!"

sábado, 21 de junho de 2008

A Ignorância.

Se existe uma palavra que me dê nojo só de ouvir, essa palavra é 'ignorância'! Tanto é que a uso sempre com uma conotação super negativa. Tipo pra ofender mesmo alguém que eu-arrogantemente- acredito nem merecer minha consideração, meu tempo e esforço pra expressar minhas opiniões.

Milan Kundera e seu romance 'A Ignorância' me fizeram questionar um pouco esse preconceito contra a palavra. E de fato, mesmo assumindo talvez ser a última a perceber, eu ignorava por força do hábito a complexidade dela.

A história segue a mesma linha dos livros do Milan. Disseca relacionamentos, fala de idas, voltas e discute exaustivamente a saudade e a nostalgia. Define nostalgia como "o sofrimento causado pelo desejo irrealizado de voltar" e a saudade como ignorância. Ignorância é a falta de conhecimento, sabedoria sobre determinado tema. E é exatamente essa falta de alguém, de algum lugar, ou de alguma coisa que nos dá saudade.
Lindo isso, não?

Mas meu entendimento tardio de 'ignorância' não se limita a essa recente simpatia pelo termo antes tão repugnante. E nem um livro tão complexo daquele, se limitou a me propor questionamentos dicionáricos.

O livro é focado no retorno. retorno de dois personagens-Irena e Josef- a República Tcheca depois de mais de vinte anos de exílio político no estrangeiro.


Deixando um pouco de lado os lindos questionamentos sobre passado, presente e futuro ( e também a inúmeras frases marcantes sobre esses assuntos), o que mais me tocou na história foi a dificuldade da volta. O quanto os personagens não conseguiram de forma alguma se re-adaptar a terra natal. Quer dizer..na verdade, o que me tocou mesmo e me deixou com um sentimento de identificação foi o porquê os personagens não se daptaram.

Irena, por exemplo: viu suas experiências, hábitos e novo estilo de vida ignorados por suas amigas. Símbolo disso foi quando seu vinho não-sei-das-quantas foi rejeitado, trocado pela boa e velha cerveja. Ato babaca e clichèzinho pra mostrar 'Hey!Nós, pelo menos, continuamos as mesmas'. E pra piorar, durante toda a noite, complementando o pouco caso que suas amigas fazem pela pessoa diferente que ela havia se tornado, elas desconversam, ignoram, não ligam para os vinte anos de histórias que Irena tinha pra contar.

Com Josef –que havia enterrado a mulher recentemente -a situação foi um pouco diferente, mas volta ainda no mesmo problema da ignorância de quem fica(ou vai,acho que não importa).Ainda elaborando o luto, ele se viu num lugar onde ninguém se interessava por sua mulher, ninguém perguntava por ela e nem a conhecia. Era como se ela nunca tivesse existido, e de fato ela nunca existiu ali. Acredito que quando a gente ama, apagar alguém da memória definitivamente não é a melhor maneira de lidar com a morte.

Bem...é mais ou menos aí que mora minha auto-identificação com o livro. Não que eu queira comparar meus quase um ano e meio(voltando de quatro em quatro meses) fora pra estudar com mais de vinte anos de exílio político.
Mas é que sei lá, perdi as contas das vezes em que ao reencontrar amigos escuto algo do tipo “Mas você já voltou?” ou um simples e seco “e é legal lá?” e “não querendo te mandar embora, mas quando você volta pra lá de novo?”.
Nada de errado com essas frases fúteizinhas-educadas, o problema é que as pessoas tem um certo dom pra IGNORAR as outras. Ignorar que aconteceu muita coisa nesse tempo que fiquei fora. Ignorar que possivelmente eu estou mudada por conta dessa experiência, que vejo as coisas diferente, penso diferente, sinto diferente. Ignorar que talvez eu esteja cansada de responder sempre as mesmas perguntas, mas que existem assuntos que eu adoraria falar sobre. Ignorar até mesmo que eu ignoro totalmente o que aconteceu com quem ficou, e que talvez eu esteja interessada no que eu ignoro. E quando isso acontece, assim como Irena e Josef, eu sinto que uma parte de minha vida foi arrancada. Como se o tempo passado longe não importasse, não existisse agora que estou de volta.

A verdade é que um dos grandes problemas dos relacionamentos humanos é que temos a tendência a ignorar tudo aquilo que a pessoa viveu sem a gente. Ignoramos, e ignoramos por querer! Por defesa de nossa auto-estima, ou simplesmente para ficarmos ao lado de nossa escolha (que quem vai e quem fica geralmente fazem escolhas diferentes) . Mas o fato é que com isso vamos ignorando muita coisa importante, as vezes chegando ao ponto de nos distanciarmos tanto, que não existe mais volta.

Pra consolar...No caso de Irena, tinha uma amiga (amiga mesmo) pra tomar o vinho com ela, conversando sobre coisas significativas. No de Josef, a inexistência de sua mulher em sua terra natal foi insuportável. E ele voltou pra casa (exterior) o mais rápido possível.
No meu caso, tenho pessoas que não ignoram minha vida mesmo quando estou a milhares de quilômetros de distancia. (e como isso ajuda!)
Acho que as coisas sempre se acertam, e uma certa dose de ignorância é saudável. O segredo é deixar o futuro fluir...mas sem ignorar aquilo(ou aqueles) que queremos saber.

Ahhhhh! Sobre minha descoberta dicionárica!!! O problema com a palavra ‘ignorância’ não é a falta de conhecimento sobre o tema, mas sim o fato de que quando usamos a palavra nos referimos a falta de conhecimento proposital.
Ignorante não é quem não sabe, mas quem não quer saber!Por isso que a palavra sooa tão nojenta.

Não sei porque, mas tenho a impressão de que fui muito ignorante sobre a ignorância até agora.

sábado, 26 de abril de 2008

The boy done wrong again.

The boy done wrong again
Hang your head in shame and cry your life away
The boy done wrong again
Hang your head in shame and cry your life away
Are you ok now?
Are you ok now?

On saturday you were an angel shining fair
You shone louder, longer
You put my shine to shame
Put me to shame now
Put me to shame

What is it I must do to pay for all my crimes?
What is it I must do?
I would do it all the time

All I wanted was to sing the saddest songs
If somebody sings along I will be happy now

The woodland spring will put the darkness from your thinking
If this town's your sinking ship
Then you know where to jump

Talking dirty, for a hobby it's fine
So pour another glass of wine
I'll think of england this time

All I wanted was to sing the saddest songs
If somebody sings along I will be happy now




Sempre me recusei a pensar que todos os homens são canalhas babacas que só pensam em sexo. mas diante das circunstancias, fica difícil pensar diferente.
Primeio foi o namorado da minha roommate contando segredos intimos dela pros amigos mexicanos. Depois o Bob partindo o coração da Tila Tequila. E agora o namorado da minha outra roommate foi pego no flagra, com fotos da melhor amiga dela semi nua no computador.

Decepcionante!

Pior que isso, me deixa até aliviada por ser tão exigente e fria e difícil. Pelo menos não tenho que lidar com crianças grandes que destroem relacionamentos sérios por motivos babacas.

***

Study mode this week.

domingo, 6 de abril de 2008

Frases bobinhas.

Minha paixão do momento são frases bobinhas. poesia barata e previsível. palavras pseudo-intelectuais bonitinhas que trazem pra todo mundo uma nostalgia estranha. Frases rápidas, que nos fazem ter vontade de ouvir a música inteira só pra prestar atenção numa pequena parte. Que nos dão a sensação de piada interna, que só a gente entende.
Não tão surpreendentemente achei várias dessas frases nas músicas da Adriana Calcanhoto.

"Eu quero acordar sua família"

"Eu quero roubar no seu jogo"

"Eu já arranhei os seus discos"

"Cores que eu não sei o nome, cores de Almodovar.."

"Eu presto muita atenção no que o meu irmão ouve"

"Ah, eu quero chegar antes"

"Divertindo gente, chorando ao telefone"

"Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle"

"Eu gosto de opostos"

"Eu canto, para quem...?"

"porque eu, meu amor, acho graça atém mesmo em clichès"

"Adoro esse olhar blasè, que não só já viu quase tudo, mas acha tudo tão deja vu mesmo antes de ver"

"só proponho aumentar seu tédio"

"Em vez de qualquer algo forte pede água Perrier"

"Adoro sei lá porque"

domingo, 9 de março de 2008

Paranoid Park Versus reality shows.

Quando se trata de Gus Van Sant me pego dividida e bem em cima do muro. Posso elaborar argumentos mirabolantes tanto contra quanto pró: Ao mesmo tempo que me irrito absurdo com a pretenção do cara, me sinto intrigada....e como gosto de pensar que só me intrigo com filmes que vão além de bobagens pretenciosas pseudo-cult, amo Gus Van Sant e espero mais que ansiosamente por seus novos trabalhos (sendo a adaptação de On The Road, com Johnny Depp no elenco, o primeiro da lista).
Mas Paranoid Park nem chegou a me deixar dividida. Não sei se tenho esse direito, mas diria que finalmente o diretor atingiu sua maturidade artística quando se tratando de obras paradas, com ângulos esquisitos e trilha sonora ativamente participativa.
E grande parte dessa 'maturidade' vem do bom desenvolvimento do roteiro que funciona magestralmente desconstruindo a história e se afastando dos fatos principais pra nos permitir entender o que realmente estava acontecendo.
O filme conta a história de Alex, um menino Skatista que acidentalmente, numa brincadeira inconsequente, mata um homem. E não preciso nem dizer que o filme não tem começo, e nem fim. E que nada acontece...
Uma hora e vinte e poucos minutos do desespero, ou melhor, de apatia. E sim...a gente sente na pele o sofrimento de Alex, que de tão grande faz tudo ao seu redor parecer sem importância. E é aí que os exageros cult-forçados de Gus funcionam. Nos mostrando através de closes embaçados, e de músicas mais altas que os diálogos quão longe de sua própria vida Alex está.
Poderia até dizer que o excesso de slow motion, e uso de diferentes tipos de camera são um ponto fraco no filme...mas teria que me redimir e dizer que a música Angeles, do Elliott Smith, usada não para embalar, mas sim para comentar uma das cenas....é de arrepiar.

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Antes mesmo de assistir Paranoid estava pensando no quanto a sociedade americana(e acho que deveria me incluir nessa) é obcecada por Reality Shows-America's next top model, Girlicious, Project Runnaway, Big Brother, America's best crew, American Idol, shot at love, made..só citando os que eu assisto-que mostram a vida de uma forma intensa, rápida e cheio de julgamentos e psicologias baratas.

Tá...A sábia Grace já disse uns 3 anos atrás em Once and Again que "a televisão só serve pra jogar na nossa cara aquilo que nunca poderemos ser"..
Mas mesmo sabendo o motivo dessa inversão de nomes e valores não consigo parar de pensar em como a vida corre tão 'slow' e é mostrada tão de perto em alguns filmes enquanto ela é vista tão 'speed up', longe e artificial nos reality shows.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sotaques.

Charlie Wilson's War é definitivamente um tipo de filme que não me atrai. Alias, com um elenco que normalmente me afasta dos cinemas. E com uma cena inicial que quase me fez levantar da cadeira e ir embora: Tom hanks emocionado recebendo um prêmio, aplaudido de pé em frente a uma bandeira gigante dos Estados Unidos.
O suficiente pra alguém desinformado sobre o filme -eu- pensar: "What the Fuck??".
Felizmente essa primeira cena foi apenas o auge de muitas 'piadas' ácidas sobre o governo americano. E a cada cena que passava, mais eu me surpreendia rindo e apreciando uma das mais bem escritas críticas a sociedade americana e sua política (assim como a politica partidária em todo o mundo) sem ética.
Sem contar que juro ter ouvido umas duas vezes a frase : "let's kill some communists!". Humor negro de primeira! ahahahah.
ÓTIMO!ÁCIDO!CÍNICO! são as perfeitas palavras pra definir esse filme IMPERDÍVEL.
Ah...e tem também o final ultra real/conformista que posso usar para confirmar minha teoria de que política é para os corruptos, que embora uns filhos da puta, as vezes tem boas intenções.

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E falando em teoria, Charlie Wilson's War também comprova minha teoria de que Julia Roberts é a pior atriz do mundo. A tentativa dela de fazer um sotaque sulista é constrangedora, e sua má atuação por pouco não estraga o filme todo. NOJENTO!

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E falando em sotaques, e só pra causar mais polêmica....
Fontes fidedignas me confidenciaram que o povo da Inglaterra tira mó sarro da Natalie Portman, e seu 'sotaque britânico' em V de vingança.
Ahahahahahahah. Achei ótimo!

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-Tamiris Diversita- Chama Agata com seu sotaque típico do leste Europeu, que pronuncia o 'R' de um jeito super bonitinho.

-Yeah?- respondi com os olhos ainda fixos em meu computador, sabendo que vinha inutilidade.

-What band are you listening to...?

-Sonic Youth.

-Hum...-completa ela calmamente- I didn't wanna say anything, But it's pretty irritating!

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Além de Sonic Youth, me apaixonei por Moldy Peaches...tudo culpa daquele filminho pseudo-indie Juno.
Mas Moldy Peaches oferece um post-rock-folk bem LoFi com vocais desafinados e letras excentricas que corresponde a todas as minhas exigencias.



"Without 40 ounces of social skills
I'm just an ass in the crack of humanity.
I'm just a huge manitee.
A huge manitee."

NOTHING CAME OUT-MOLDY PEACHES

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Hype Alternativo.

Quando li que a Scarlett Johansson resolveu investir na carreia de cantora e gravou um cd fui invadida por um sentimento ruim. Droga! Gostava tanto dela! Agora uma das minhas atrizes preferidas, protagonista do filme da minha vida acha que só porque é famosinha pode brincar com o público e ser cantora. Tamanha foi minha raiva que automaticamente pensei em não gostar mais dela, afinal, não importa quem seja a celebridade, essa coisa de cantor tentar ser ator ou ator tentar ser cantor quase sempre acaba de forma ridícula.
E com o coração decepcionado comecei a ler a matéria inteira..e não é que rapidamente tive que torcer meu braço, e mudar de opinião sobre o nova atividade da moça??
Acabou que as músicas do cd dela são todas composições do TOM WAITS!!!! E que os guitarristas que a ajudaram a gravar o cd são NICK ZINNER, e DAVID SITEK, membros do YEAH YEAH YEAHS e do TV ON THE RADIO respectivamente!!!! E como isso já não bastasse pra me deixar quase que curiosa sobre cd, fiquei sabendo que ano passado ela fez uma aparição surpresa no COACHELLA e cantou umas músicas com o THE JESUS AND MARY CHAIN!
Pois é, de primeira "pseudo-intelectual-que-entende-de-mainstream" a jogar pedra, passei a ser fã número 1 da cantora Scarlett Johansson... e já estou até procurando o álbum na net.

Sei que sooa meio ridículo, mas a verdade é que quando a gente vê muito nome 'cult' junto, a gente para de questionar e aceita qualquer coisa.

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EU ODEIO TÊNIS!

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Minha nova mania serialística é o já velho 'My So Called Life'. Que não sai do básico adolescente normal encarando a vida difícil de uma estudante HighSchool. E que assim como outras séries recheadas de acontecimentos realistas e diálogos inrealistas, mas faz chorar em todo final de episódio.
O episódio de hoje foi sobre a figura paterna, e eu teria que escrever uma redação de 10 páginas pra falar sobre todas as situações abordadas nele. Em vez disso prefiro anotar aqui uma frase, pra me lembrar de usar de consolo, caso algum amigo esteja sofrendo com as brigas entre os pais separados:
"Não importa se seu pai está traindo sua mãe com uma garotinha de vinte e poucos anos, o que importa é que ele é o tipo de pai que te dá ingressos pro show do Greatful Dead"

E par terminar com chave de ouro, a adolescente Angela explica que não curte rock clássico antigão...mas que gosta de SMASHING PUMPKINS, and PORNO FOR PYROS!
PORNO FOR PYROS!eu achei que fosse a única pessoa no mundo a conhecer essa banda!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Back on the Road...

É...a rotina super corrida de minha vida tenística está para começar, meu...tinha me esquecido como gosto daquilo.
Faz tempo que Tenis virou uma coisa meio pesada pra mim, acho que comecei a me cobrar muito, e desde então tenho me mantido distante do antes guiava meu coração(uia, que romântico). Tanto é, que acho que nunca fiquei tanto tempo assim sem pegar numa raquete, e mesmo quando pegava, era algo meio forçado, que não é ruim ou chato, mas Uma coisa meio tipo academia,sabe? que você não reclama de fazer, mas que só faz pra manter a forma.

Mas hoje senti aquele arrepio correndo por meu corpo de novo. No segundo ponto do set, encaixei um saque pensado, calculadamente devagar e com bastante top spin na esquerda da Roxy, e enquanto assistia ela jogando a devolução pra fora, fui invadida por uma sensação de excitação e conforto ao mesmo tempo..algo do tipo: Damn!Como é bom Jogar Tenis!

Não que eu esteja confiante, focada, raçuda, cheia de energia e com pensamentos positivos, e nem que eu esteja jogando bem (que um mês sem jogar traz consequencias), mas ganhar da Roxy é sempre muito bom! (mesmo sabendo que ela voltou da Romenia ontem, e que em poucos dias vai, provavelmente, ganhar de mim de novo.)


Agora...Condicionamento Físico é a pior coisa do mundo! Deveria ser proibido para atletas! Ainda mais as 7 da manhã!


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Quanto a minha aula de Comunicações, está decidido: vou desistir dela, e não vou fazer nem minha primeira apresentação. Todo mundo que eu conto as doideras que o Professor White (e ironicamente, nunca vi homem mais Black que ele) exige dos alunos me diz que a melhor alternativa é desistir mesmo e pegar alguém mais fácil.
Portanto, se por acaso eu não puder desistir e precisar desse aula nesse semestre...ah, daí eu estou perdida e só me resta chorar. Rezem por mim.


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Começo de semestre é sempre a mesma coisa, o vazio musical toma conta de mim.
Será que alguém pode me indicar uma banda boa, porra?
E dicas vindas do Lúcio Ribeiro não valem!


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Ah...assisti o Albergue 2 ontem...e o filme é tão...tão...tão dispensável... que nem sei o que falar.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Short Movie. (ou não)

Sofia C. sai de casa como de costume, caminhando tranquilamente. Sofia é uma garota estranha, apática na maior parte do tempo. Todos seus gestos mostram uma indiferença desconcertante, mas sua mente não nega seus sofrimentos, e sua voz revela quase que sempre sua insegurança.

Veste All Star surrado, uma calça confortavelmente deselegante, e uma camiseta preta de uma banda qualquer, comprada por 5 reais numa lojinha suja e abafada. Nas costas sua mochila de estudante, nos braços seu Laptop de estudante, e no ouvido fones ligados a um Ipod pra confirmar que é uma estudante comum.

Ouve música desconhecida numa altura que deveria ser menor. Cantarola mentalmente as letras depressivas exageradas . Não pensa em muita coisa. Não vê muita graça. Curte uma melancolia eterna, pensando se algum dia vai se acostumar consigo mesma.

Nunca vai deixar de lado sua mania de querer ir contra tudo que é normal, e se joga vulgarmente numa busca sem fim por uma vida que não persegue, pois tem preguiça.

Tenta coordenar os passos enquanto caminha na linha do trem sob a ponte. Mas os trilhos são muito próximos para uma caminhada normal, e muito distantes para serem pulados de dois em dois.

Seu corpo se esquenta no calor de 35 C, e Sofia tenta guardar o calor pra si. Sente seu cabelo recém lavado se secar rapidamente e se umidificar ao mesmo tempo com o suor. E prefere essa sensação quente e fatigante ao frio que sente nos ossos, na maior parte do dia.

Então olha pra trás e vê o trem se aproximando a poucos metros. Como é que pôde não perceber o barulho, o tremor do chão? Provavelmente estava desatenta, e confundiu a vinda do trem, com o tráfego de carros embaixo da ponte. Tarefa não tão difícil pra alguém que dá mais importância o som que sai dos fones de ouvido do que para o mundo a seu redor.

Ainda no meio da linha , pára. Calcula se ainda é possível se salvar. Pensa no que teria que fazer pra que não se machuque. Está tão estupefada com a surrealidade da situação que flerta com um desfeixo trágico. Ainda há tempo.

Mais uma vez cambaleia no trilho irregular. Pensa no Laptop em baixo de seu braço, que acabou de comprar junto a um Case macio de tecido sintético, que de tanto ser carregado em baixo de seus braços sob um sol imponente, já cheira a chulé.

Joga o Case com o Laptop pra fora da linha do trem.Continua parada. Não abre os braços, não sorri.Nem sequer se mexe. Não grita, nada! Só pensa que seu computador esta a salvo.